Mulher prestava depoimento em ação criminal pedindo interdição de bens da ex-patroa, em maio de 2024. Magistrado pediu investigação por falso testemunho, mas caso acabou arquivado/Reprodução
O juiz de direito Cristiano Cesar Ceolin, da 1ª Vara de Mairiporã, na Grande São Paulo, repreendeu uma testemunha após confundir uma deformidade facial com uma risada durante audiência. “Tá dando risada por quê? Tem alguma coisa de engraçado acontecendo por aqui? A senhora está achando graça de alguma coisa?”, questionou o magistrado logo depois de confirmar que a mulher o ouvia.
A depoente era a empregada doméstica Fátima Francisca do Rosário, de 61 anos. Ela foi ouvida numa ação em que parentes de sua ex-patroa, uma mulher idosa, questionavam a doação de patrimônio para pessoas de fora da família, alegando coação e incapacidade mental.
A audiência aconteceu em maio de 2024, mas a gravação só foi divulgada nesta semana. Fátima participou por videoconferência e ouviu reprimendas do juiz logo nos primeiros segundos, por problemas de conexão que dificultaram a confirmação de sua identidade. Em seguida, foi questionada sobre o motivo de estar rindo.
"Eu não tô dando risada", respondeu a mulher. Um laudo médico apresentado pela defesa de Fátima atesta que ela tem biprotusão maxilar e má oclusão dental de classe 3, condições que impedem o fechamento correto da boca, dando a impressão de que a pessoa está sorrindo.
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Por: Macajuba Acontece

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