CASAL DE PASTORES É INVESTIGADO POR ESTUPRAR MENINAS E USAR A RELIGIÃO PARA MANIPULAR AS VÍTIMAS (GN - BRASIL)

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O casal de pastores Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, investigados por suspeita de estuprar ao menos seis meninas em Boa Vista/RR, usava a fé e a posição de liderança religiosa para manipular as vítimas, segundo a Polícia Civil. 



A dupla foi indiciada nesta quarta-feira (15). Conforme a investigação, os suspeitos convenciam as meninas de que os atos sexuais faziam parte de um propósito espiritual e ofereciam dinheiro e outras vantagens para manter o silêncio. A Polícia Civil identificou seis vítimas, com idades entre 12 e 17 anos. 

Outras cinco mostraram indícios de terem sido vítimas, mas optaram por não prestar depoimento oficial. Wenderson é investigado por seis crimes: estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de adolescente ou pessoa vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica. 

Arielly responde por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. O esquema funcionava por meio de manipulação psicológica e religiosa. A investigação identificou que a pastora atraía e se aproximava das vítimas, enquanto o marido utilizava a posição de líder religioso e interpretações de passagens bíblicas para convencê-las de que os atos sexuais tinham propósito espiritual. 

O casal, ainda conforme a polícia, por ocupar a posição de líderes, desencorajava denúncias ao fazer com que fiéis e vítimas temessem ser acusados de rebeldia na igreja. A investigação também aponta que o pastor tentou eliminar provas armazenadas em um celular. Ele pediu que uma jovem de 20 anos destruísse o aparelho com a ajuda de uma adolescente e de uma das vítimas, segundo a investigação. 

Por conta disso, a jovem foi indiciada por fraude processual e corrupção de menores. Além disso, segundo a polícia, para tentar ocultar a destruição do celular, Wenderson orientou uma das vítimas a registrar um boletim de ocorrência informando falsamente o desaparecimento do aparelho.

G1

 

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