Pesquisa revela que substâncias como sucralose e estévia alteram o metabolismo e causam inflamações até em quem nunca as consumiu/Reprodução
O uso de adoçantes para fugir do açúcar pode esconder um perigo que vai além da balança e atinge as próximas gerações. Um estudo recente da Universidade do Chile revelou que os efeitos dessas substâncias no metabolismo podem ser transmitidos de pais para filhos e netos, mesmo que os descendentes nunca tenham provado o produto.
A pesquisa focou em substâncias populares como a sucralose e a estévia. Os cientistas descobriram que esses aditivos provocam mudanças em genes ligados à inflamação intestinal e ao funcionamento do fígado. O impacto mais surpreendente foi observado na glicemia dos descendentes, que apresentaram níveis mais altos de açúcar no sangue em jejum.
De acordo com os especialistas, o segredo dessa herança negativa está na microbiota intestinal. Os adoçantes alteram as bactérias do estômago e reduzem a produção de compostos essenciais para a saúde. Essa mudança na flora intestinal acaba sendo passada adiante, afetando a forma como o corpo dos filhos processa os alimentos.
Entre os itens analisados, a sucralose se mostrou mais prejudicial que a estévia, permanecendo por mais tempo no organismo e causando alterações genéticas mais persistentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia alertado que esses produtos não ajudam a emagrecer a longo prazo e podem aumentar o risco de diabetes.
Embora os testes tenham sido feitos em laboratório, os pesquisadores reforçam que os resultados servem como um sinal de alerta urgente para os humanos. A orientação atual não é apenas trocar o açúcar pelo adoçante, mas sim tentar reduzir o consumo de ambos, priorizando uma alimentação mais natural para proteger a saúde da família.
Chico Sabe Tudo

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