O grupo de Whatsapp com quase 800 estudantes tinha mensagens misóginas e com vários outros preconceitos/Freepik
A Provedoria do Estudante da Universidade de Coimbra, na região central de Portugal, está apurando uma denúncia sobre um grupo de Whatsapp onde alunos publicaram várias mensagens de cunhos misóginos, racistas, xenofóbicos e com apologia ao nazismo.
Os ataques aconteciam no grupo que tinha cerca de 800 estudantes do ensino superior que foi criado para recepcionar os calouros da universidade mais antiga do país europeu. De acordo com O Globo, uma das mensagens é um áudio de um homem, com mais de cinco minutos, com insultos direcionados às mulheres.
"As mulheres é (sic) para bater, só para isso. Espancar”.
As falas ofensivas causaram choque entre os estudantes da universidade, que tem 2,5 mil brasileiros, segundo informações da Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros (APEB). Em uma outra mensagem, outro participante do grupo faz comentários preconceituosos sobre negros e latinos.
"Por que não há videntes na África? Porque pretos não têm futuro. Sabe o que mais brilha no preto? É (sic) as algemas. Mexicano, cigano e um preto numa van. Quem dirige? A polícia”.
O ex-presidente da Organização de Estudantes da Guiné-Bissau, Samuel Alfredo Gomes, disse que espera que a universidade se posicione de forma severa contra os comentários preconceituosos e atue para evitar novas ocorrências.
"Espero que não só sejam responsabilizados disciplinarmente, mas que as universidades criem mecanismos robustos para combater todos os tipos de violência e ódio”.
Em nota, a Associação Acadêmica de Coimbra repudiou qualquer caso de racismo, que a universidade não compactua com as violências, além de propor que o caso seja investigado com rigor.
"O racismo e qualquer forma de discriminação são atentados flagrantes aos valores da liberdade, igualdade e dignidade que definem a nossa comunidade acadêmica. [...] não há espaço para o ódio ou para a exclusão. É de maior importância que se conduza uma investigação rigorosa e a tomada de providências consequentes por parte das autoridades competentes”.
A Universidade apontou que rejeita toda e qualquer manifestação preconceituosa contra as pessoas e que processos disciplinares podem gerar expulsões de estudantes que cometeram as violências.
Bnews

Nenhum comentário:
Postar um comentário