Defesa de Tiago Sóstenes, suspeito de matar empresária em Aracaju, aponta machismo contra equipe feminina/Reprodução
A advogada Priscila, que lidera a defesa do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, usou as redes sociais nesta sexta-feira (27) para reagir aos ataques que vem sofrendo. O cliente é o principal suspeito do feminicídio da empresária Flávia Barros, morta a tiros em um hotel de Aracaju no último domingo.
Em seu desabafo, a jurista deixou claro que o trabalho da equipe é estritamente técnico e focado na garantia de direitos previstos em lei. Segundo ela, a atuação profissional não pode ser confundida com apoio ao crime cometido ou ao investigado.
Um ponto que chamou a atenção no pronunciamento foi a composição da banca jurídica, formada exclusivamente por cinco mulheres. Para a advogada, as críticas pesadas que o grupo tem recebido possuem uma forte carga de preconceito de gênero.
Ela classificou os ataques como reflexo de um machismo estrutural, questionando a agressividade direcionada à equipe pelo fato de serem mulheres à frente de um caso de grande repercussão. A defensora reafirmou que estará presente onde sua atuação for solicitada.
Tiago Sóstenes ocupava o cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, mas foi exonerado logo após o crime. Atualmente, ele permanece preso em uma unidade militar no estado de Sergipe, à disposição da Justiça.
A transferência para o sistema prisional ocorreu nesta semana, logo após o suspeito receber alta do hospital e passar por exames obrigatórios no IML. A Polícia Civil de Sergipe continua investigando todos os detalhes que cercam a morte da empresária de 38 anos.
Chico Sabe Tudo

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