Peritos usaram confronto de impressões digitais para confirmar que a vítima é Airon Rodrigues da Silva, pedreiro de 56 anos morador da capital/Polícia Científica
A Polícia Científica de Alagoas confirmou nesta quarta-feira, 14, a identidade do homem cujo corpo decapitado foi encontrado em uma área de manguezal no Rio da Ribeira, povoado Santa Luzia, no município de Barra de Santo Antônio, Litoral Norte do estado. Trata-se do pedreiro Airon Rodrigues da Silva, de 56 anos, natural de Atalaia e morador do bairro Santos Dumont, em Maceió.
O trabalho técnico-científico do papiloscopista Julianderson Carmo, do Instituto de Identificação de Alagoas, garantiu a solução do enigma sobre quem era a vítima. A pedido do Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, o perito realizou o exame de necropapiloscopia, que confronta as impressões digitais coletadas post mortem (após a morte) com o prontuário civil cadastrado no banco de dados do Estado.
O papiloscopista Julianderson Carmo detalhou a precisão do procedimento:
“O procedimento seguiu preceitos técnico-científicos rigorosos, com a aplicação de metodologia reconhecida internacionalmente. Após o minucioso confronto entre as impressões digitais coletadas e as existentes no prontuário civil — que também contém os dados biográficos —, foi possível confirmar tecnicamente a identidade do homem”
A técnica de perícia papiloscópica mostrou-se indispensável para o caso, uma vez que o estado do cadáver inviabilizava qualquer tipo de reconhecimento visual por familiares ou testemunhas.
A confirmação da identidade civil abre caminho para o progresso das investigações policiais. Atualmente, o corpo permanece no IML de Maceió à espera da chegada de parentes para os procedimentos de liberação e sepultamento. A cabeça ainda não foi encontrada.
De acordo com os registros civis do Instituto de Identificação de Alagoas, Airon nasceu em 9 de junho de 1970 e era filho de Engracio Severino da Silva e Sebastiana Rodrigues da Silva. Ele era solteiro.
Enquanto isso, equipes periciais finalizam os laudos cadavérico e de local de achado de cadáver para enviá-los à Unidade de Local de Crime 2 da Polícia Civil de Alagoas, que conduz o inquérito sobre as circunstâncias e motivações da execução.
Alagoas 24 Horas
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