Conflito aconteceu em apartamento no Setor Bueno, em Goiânia, mobilizou o Bope e terminou com a morte do comunicador e a prisão da suspeita após crise/Reprodução
Após uma discussão em seu apartamento, o jornalista Delson Carlos foi morto nesta última sexta-feira (24). A ocorrência aconteceu no Residencial Dom Lourenço, situado em bairro nobre de Goiânia (GO), no Setor Bueno. O caso mobilizou as forças de segurança da capital e gerou forte repercussão.
Os relatórios oficiais divulgados à imprensa pela Polícia Militar de Goiás (PMGO), confirmaram o fato. As investigações preliminares conduzidas pelas autoridades policiais da capital goiana indicam que o incidente aconteceu dentro do apartamento de número 701 do edifício.
O imóvel pertence a uma mulher identificada pelas diligências iniciais como Renata, que aluga para dois moradores, sendo um deles o próprio jornalista Delson Carlos. Estavam juntos no local, Delson, Renata e sua companheira, consumindo bebidas alcoólicas.
O momento descontraído entre os três evoluiu para um desentendimento ainda dentro do apartamento que Delson morava. Iniciou-se uma discussão e rapidamente evoluiu para as vias de fato.
Resumo da ocorrência
Segundo relatos de funcionários e pela administração do condomínio repassados para as autoridades, Delson golpeou com uma faca o ombro da companheira de Renata, locadora do imóvel. Em defesa, a mulher ferida apossou-se de uma arma branca e desferiu golpes contra o jornalista, que não resistiu e faleceu ainda no local.
A dinâmica se desdobrou em uma crise dentro do imóvel: a suspeita se trancou dentro do apartamento e se recusou a ter contato e abrir a porta para as equipes de segurança e socorro. Com o impasse, a PM isolou a área e determinou a retirada preventiva dos moradores do residencial e de policiais da possível zona de risco.
Do impasse para a prisão em flagrante
Diante da confusão, a PM instaurou protocolo de crise: a área foi isolada com a retirada preventiva dos moradores do residencial. Até as vias de tráfego entre as esquinas próximas ao condomínio foram bloqueadas paara que o público em geral não circulasse.
A equipe especializada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e seus negociadores assumiram as negociações com a suspeita. O Corpo de Bombeiros Militar (CBMGO) também participou da operação para eventual emergência.
Segundo os relatórios da PMGO, durante as negociações para que a mulher se rendesse, a suspeita apresentou sinais de instabilidade emocional e tentou contra a própria vida. Com a recusa e a possibilidade de agravamento da situação, o Bope entrou no apartamento após uso de explosivos de distração para entrada forçada.
A suspeita foi contida pela equipe de segurança e recebeu atendimento médico no local. Logo após ela foi encaminhada sob escolta policial para um hospital de referência de Goiânia para tratamento. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO).
A família e parentes do jornalista ainda não informou o horário e local do velório e sepultamento.
IG

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