Cidade nordestina enfrenta aumento alarmante de casos de doença rara que afeta a coordenação motora/Reprodução
A pequena cidade do semiárido do Piauí com cerca de 6.500 habitantes, Acauã, chamou a atenção de especialistas pelo crescente número de casos de ataxia de Friedreich, doença genética rara que afeta a coordenação motora, o coração e o sistema nervoso.
De acordo com a Associação Brasileira de Ataxias Hereditárias e Adquiridas (Abahe), o Brasil possui 800 pessoas cadastradas com a doença, sendo 38 em Acauã. O único medicamento disponível custa R$ 199 mil, sem considerar impostos estaduais, e não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A diretora da Abahe, Amália Maranhão, explicou ao portal UOL que a alta incidência no município é consequência de casamento entre parentes e que a doença é de origem genética e hereditária, trazida pelos portugueses.
Localizei 38 pessoas com a doença no município apenas por meio de contatos via WhatsApp”, afirmou.
Entre os acometidos está o prefeito Reginaldo Raimundo Rodrigues (PSD), que participou em setembro do mutirão “Raros Piauí em Movimento” e relatou as dificuldades do dia a dia com a doença.
Bnews

Nenhum comentário:
Postar um comentário