Victor Silveira, da TV Bahia, compartilha experiências sobre a ressignificação de termos e a luta da comunidade LGBTQIA+/Reprodução
No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado neste sábado (28), o jornalista Victor Silveira, da TV Bahia, refletiu com os seguidores sobre o significado do orgulho e a importância da ressignificação de palavras historicamente usadas como forma de opressão. No vídeo postado em seu perfil no Instagram, Victor compartilhou uma experiência pessoal vivida recentemente, na qual foi repreendido por um colega mais velho após cumprimentá-lo com a expressão “E aí, viado?”.
“Na hora achei estranho, mas depois eu refleti que ele vem de uma geração que ser chamado de viado era sinônimo de humilhação, de violência, de medo, era um xingamento que ainda fere muita gente”, disse. Segundo o jornalista, o episódio o fez refletir sobre as diferenças entre gerações dentro da própria comunidade LGBTQIA+ e sobre como palavras ofensivas podem ganhar novos significados.
“O que me pegou é perceber como nós, de uma outra geração, estamos conseguindo ressignificar essas palavras. O que antes era sinônimo de dor, de humilhação, hoje é bandeira. Sou viado, sim, com orgulho, com história, com cicatriz, mas principalmente com sorriso”, afirmou.
No relato, Victor também destacou o papel dos mais velhos na construção das conquistas atuais e a importância de reconhecer essa trajetória de luta e dor: “A dor que os mais velhos sentiram não será apagada. Elas fazem parte desse orgulho”.
O jornalista concluiu o depoimento com uma mensagem potente sobre afirmação e resistência: “A gente quer viver do nosso jeito, sem ter medo dos olhos tortos na rua. Porque ser viado, ser sapatão, ser trans, ser não binário, ser queer, é preciso ter coragem, é preciso ter fé e é preciso ter persistência pra ficar vivo. E se hoje eu posso falar, sou viado sim, é porque muitos vieram antes de mim, abriram esse caminho.”
Bnews

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