O ônibus que caiu de 35m de altura em um viaduto da BR-381, em João Monlevade, na Região Central de Minas Gerais, já foi autuado seis vezes em estradas que passam por Minas Gerais. O balanço foi divulgado pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) nesta segunda-feira (7), após questionamento da TV Globo.
De acordo com o departamento, três das autuações foram aplicadas em outubro de 2019, por fazer transporte de passageiros entre Mata Grande (AL) e São Paulo (SP) sem a autorização do poder concedente. Situação que caracteriza transporte clandestino, segundo o órgão. Os registros foram feitos na região de Montes Claros, no Norte do estado, na BR-135 e na BR-251.
Ainda segundo o DER-MG, àquela época, a infração não previa a remoção dos veículos irregulares como ocorre atualmente.
Em janeiro e setembro de 2020, o veículo foi autuado novamente. Nessas ocasiões, o ônibus passou pela MG-290 sem entrar na praça de pesagem do DER-MG, em Borda da Mata. Como não foi feito o controle do peso, o veículo foi autuado nessas duas oportunidades.
A última autuação foi realizada pelo DER-MG também em setembro de 2020, dessa vez por problemas no tacógrafo. Segundo o órgão, o equipamento não fazia o registro da distância, nem do tempo do veículo. Essa abordagem foi na BR-135, em Montes Claros.
DEPOIMENTO DO MOTORISTA - O motorista do ônibus que se acidentou na BR-381 em João Monlevade (MG) fugiu após o ocorrido por medo da reação das pessoas, informou o delegado responsável pelo caso. Luiz Viana de Lima se apresentou à Polícia Civil para prestar depoimento na última segunda-feira (7) . As informações foram dadas pelo UOL.
"Ele fugiu porque, segundo ele, ficou com medo . Porque muitas pessoas que paravam no local, alguns outros motoristas, estavam procurando por ele, querendo saber 'cadê o motorista?'. Então ele se sentiu acuado e resolveu fugir. Essa é a declaração dele", afirmou o delegado Paulo Tavares em entrevista coletiva.
De acordo com Tavares, o motorista se apresentou voluntariamente à polícia, ao lado de um advogado, e chorou durante o depoimento, que teve duração aproximada de três horas.
O delegado também disse que Luiz Viana de Lima confirmou que houve uma falha técnica. A informação deve ser confirmada posteriormente através de provas periciais e testemunhais.
“Ele esclarece que houve um problema no freio do ônibus . Ele explicou a situação do reparo que foi feito [durante a viagem]. A princípio, a parada para consertar o problema não tem nenhuma relação com o acidente. O sinal de pane foi na hora do acidente", afirmou Tavares.
O delegado disse, ainda, que o depoimento do motorista “condiz com uma certa lógica com outros depoimentos e algumas situações que conseguimos apurar”. Não foram detectadas grandes divergências e ainda serão realizadas novas diligências.
Por: IG e G1

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