DENÚNCIAS CONTRA FEMINICÍDIO AUMENTAM (GN - VIOLÊNCIA)

Órgãos veem como 'positiva' divulgação do dados sobre violência contra a mulher em AL, mas rede de apoio ainda enfrenta problemas/Internet


A recente divulgação do número de denúncias de violência contra a mulher no país, que aponta um aumento de 30% em 2018, tem sido recebida de maneira positiva por órgãos oficiais em defesa dos direitos da mulher em Alagoas. O aumento no registro de casos de feminicídio é encarado como uma expressão de que os véus que cobrem (e encobrem) os casos de agressão têm sido retirados progressivamente. Entretanto, o percurso entre visibilidade e efetiva redução passa por desafios, como, por exemplo, as graves limitações relacionadas às redes de apoio à vítima. 


Enquanto a matéria começa a ser escrita, uma interrupção se faz necessária: mais um caso de feminicídio chega às vistas da imprensa. Nesta sexta-feira (11), Rosineide Bernardes, de 55 anos, teve a vida interrompida dentro da própria casa pelo companheiro com quem estava casada havia 25 anos. Osmar de Barros, de 55, esfaqueou Rosineide até a morte e, em seguida, tomou veneno em tentativa de suicídio, mas foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE). O caso ocorreu no centro de São Luis do Quitunde, litoral norte de Alagoas. 

O crime hoje já tem nome, feminicídio, e passa a ser registrado, publicado e integrado a estatísticas oficiais e de movimentos sociais. Esse reconhecimento da qualificadora é uma vitória por parte de defensoras e defensores dos direitos das mulheres, que apontam a luta também contra a subnotificação. "A qualificadora de feminicídio é muito recente, de 2015, de modo que muitas mulheres morriam em virtude da condição do gênero feminino, porém, nos registros oficiais, esses dados não eram notificados", explica a advogada Anne Caroline Fidelis, membro da Comissão da Mulher Advogada e Conselheira Estadual da OAB/AL. "Precisamos considerar este contexto, ao analisar as estatísticas de feminicídio e pensar também na importância de se analisar a vitimização letal das mulheres como um todo no Brasil".

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Por: Gazeta Web

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