ACUSADOS DE PARTICIPAR DE CHACINA EM CIDADE DO INTERIOR DE ALAGOAS VÃO A JÚRI POPULAR (GN - AL)

Crime aconteceu em 2015 e resultou na morte de quatro pessoas da mesma família. Data do julgamento ainda não foi definida/(Foto: Valmir Inácio/TV Gazeta).


Três homens acusados de participar da chacina na cidade de Taquarana, no Agreste alagoano, em 2015, devem ir a júri popular, segundo determinação do juiz da Comarca da região, André Parizio Maia Paiva, divulgada nesta quinta-feira (26). A data do julgamento ainda não foi definida.



Os réus, identificados como Franciel Marcos Santos de Alcântara, Cícero Oliveira e Jorge Gomes da Silva também são acusados de estuprar uma das vítimas e atear fogo na cena do crime.

“A materialidade dos crimes dolosos contra a vida restaram evidenciadas nos autos, notadamente por meio dos exames cadavéricos. Quanto à autoria dos delitos, as provas colhidas ao longo da instrução criminal, consubstanciadas pelo inquérito policial, levam à conclusão de que há indícios de que os acusados foram os autores dos fatos”, explicou o magistrado na decisão.

Crime

De acordo com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), a discussão que motivou o crime foi por conta da posse de um CD de música. Os réus, acompanhados de um adolescente, passaram a tarde bebendo na casa das vítimas Genival Silva, José Joaquim dos Santos, Maria José da Silva e Dionísio Maurício dos Santos.

Na ocasião, o menor teria matado Genival usando uma pedra, após a vítima ter sido derrubada por Franciel. Após o homicídio, o pai de Genival, José Joaquim, tentou intervir – mas foi agredido com um pedaço de madeira, momento em que ficou agonizando.

O crime continuou quando a esposa de José Joaquim, Maria José, tentou socorrê-lo, mas foi agredida por Cícero. Nesse momento, o tio de Genival, Dionísio Maurício, tentou socorrer as vítimas e também foi atacado.

Com uma das vítimas já morta [Genival] e as outras três agonizando, Franciel e Cícero teriam utilizado uma faca peixeira para cortar seus pescoços, e ainda teriam estuprado Maria, enquanto ela agonizava.

O terceiro réu, Jorge, teria participado do crime auxiliando e instigando os autores materiais, além de ter dado a ideia e executado a ação ao colocar fogo na casa onde estavam os corpos, com a gasolina da motocicleta de uma das vítimas. Ele atualmente cumpre medida socioeducativa.

Por: G1

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