TRAVESTIS PROSTITUTAS RELATAM SITUAÇÕES DE RISCO À SAÚDE E VIOLÊNCIA EM MACEIÓ/AL (CONFIRA OS RELATOS/GN - AL)

G1 ouviu profissionais do sexo que decidiram buscar trabalho nas ruas. Preconceito e falta de oportunidade estimulam situação, dizem entidades/Foto: G1/AL.


"O maior preconceito é o da família". O relato de uma travesti é ecoado por esquinas onde trabalham diversas profissionais do sexo que enfrentam violência, preconceito e, principalmente, riscos à saúde para ganhar a vida nas ruas de Maceió.


Para conhecer os motivos que as levaram a essa circunstância, a reportagem do G1 conversou com algumas travestis durante o horário de trabalho.

O ronco dos motores quebra o silêncio nas avenidas da capital durante a noite. De longe, silhuetas femininas esbanjam curvas nas esquinas pouco iluminadas da parte baixa da capital. As travestis dizem ter medo, sempre na expectativa de não saber quem ou o que está por vir.

“Comecei com 12 anos, antes mesmo de transformar meu corpo. Nesse tempo já fui agredida, muitas vezes com socos, pontapés e até pauladas. Por muitas vezes eu já escapei de morrer”, conta Erica Juvino, de 29 anos.

Beatriz Letícia também saiu de casa cedo, aos 17 anos, época em que conheceu sua "mãe de rua", nome dado àquelas mais experientes que acolhem e instruem as novatas.

Hoje aos 18 anos, ela relembra como chegou às ruas. "Não me aceitavam em casa, então eu saí. Tive muito medo no começo e tenho até hoje, mas aos poucos foram me ensinando".

As aulas de "pista", nome dado ao local onde trabalham, incluem lições de figurino, como atrair clientes, maneiras de se portar e, principalmente, de como evitar situações de violência. “A gente nunca sabe a verdadeira intenção dos clientes, muitos só querem nosso mal”, conta Beatriz.

Porém, um outro aspecto muito importante parece ser tratado de maneira ingênua por algumas travestis que se prostituem na capital, a prevenção.

Stefany Moniz diz que “faz pista" há 15 anos e já perdeu as contas das situações arriscadas pelas quais passou. "Houve casos de chegarem e perguntar quanto eu queria para transar sem camisinha. Eu sou contra, mas já aconteceu da camisinha estourar e eu deixar".

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Por: G1

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