Senhora viveu momentos de pânico ao receber uma ligação no telefone celular com a informação de que seu neto tinha sido sequestrado
Uma senhora – que terá sua identificação preservada -, moradora da cidade de Canindé de São Francisco, sertão sergipano, viveu momentos de pânico ao receber uma ligação no telefone celular no dia 30/11, com a informação de que seu neto tinha sido sequestrado, e que ela teria que depositar uma determinada quantia para que o menino fosse liberado.
Sem perceber que se tratava de uma ação criminosa, a Senhora passou mal e uma colega que estava ao lado administrou toda a situação que, ao tempo em que falava com os supostos seqüestradores, colocava a vítima em um carro e se dirigiram até a escola Maria do Carmo, na Avenida João Alves, centro da cidade, constatando que o neto estava bem e em lugar seguro. A professora Joselma, que ministra aulas para o neto da vítima, informou que a avó chegou em desespero e quando viu o menino gritou alto o nome dele, acalmando-se em seguida.
No dia seguinte, 01/12, um pai de aluno, também da Escola Maria do Carmo, recebeu uma ligação de marginais e, quando da procura do menino – o encontrou em uma atividade esportiva, verificando que se tratava de um falso seqüestro.
Os cuidados
Quando de uma ligação telefônica narrando seqüestro de parente, procure manter a calma para ter condições de identificar a veracidade dos fatos. Observe as seguintes informações:
– A pressa do suposto seqüestrador é uma das principais características do falso seqüestro por telefone, pois no seqüestro “verdadeiro” as quadrilhas especializadas não têm pressa, sabem que os familiares do refém precisarão de tempo para levantar o dinheiro do resgate;
– O valor solicitado para o resgate é pequeno, em torno de 1 a 10 mil reais ou créditos para telefones celulares pré-pagos;
– O negociador aceita qualquer quantia e abaixa os valores rapidamente a pedido da vítima;
– O criminoso não permite que a vítima converse com o suposto seqüestrado em hipótese alguma, não fornecendo assim a chamada prova de vida, comum em todo seqüestro clássico;
– Indague ao suposto seqüestrador qual foi à hora e local exato que seu parente foi capturado e as vestimentas do refém. Se o bandido não responder à suas indagações, é porque se trata de um golpe e não de um seqüestro;
– As ligações normalmente são originadas de outros Estados, como RJ, CE, MA, etc.
– A vítima deve fazer uma pergunta que somente o parente seqüestrado saiba. O criminoso ficará nervoso e alegará que matará a vítima se o valor não for pago, e não responderá a pergunta, caracterizando assim tratar-se de um falso seqüestro;
Recentemente, uma Senhora moradora do Distrito do Piau, no município de Piranhas (AL), foi vítima do golpe depositando na cidade de Olho D’água do Casado (AL) a quantia de R$ 2 mil (dois mil reais) em uma conta fornecida pelos marginais, acreditando que sua filha tinha sido seqüestrada.
Concretizada ou não a ação dos bandidos, deve-se informar imediatamente as autoridades policiais.
Por: R2

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