Suspeito de 27 anos confessou o crime e tem histórico de esquizofrenia/Reprodução
Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, foi velada nesta terça-feira (23) a partir das 12h, na quadra da Associação de Moradores do Bairro Jardim Alvorada, na região da Pampulha, em Belo Horizonte/MG. O sepultamento foi as 15h, no Cemitério da Paz, no bairro Caiçara.
O corpo de Jussara foi encontrado na manhã de segunda-feira (22), dentro de um quarto do 9º andar do Edifício Halley, no bairro Nova Cachoeirinha, região Noroeste de BH. Ela havia sumido desde o sábado (20), e foram os vizinhos — que estranharam a ausência de uma mulher conhecida por conversar com a vizinhança — os primeiros a acionar a polícia.
O filho da vítima, de 27 anos, confessou o crime assim que os militares arrombaram a porta do apartamento. Ele foi encontrado sem camisa, descalço e em silêncio. Segundo o sargento Gleidson Wellys, do 34º Batalhão da PMMG, o jovem não ofereceu resistência e foi imediato na confissão. "A primeira coisa que perguntamos foi onde estava a mãe. Ele disse que a tinha matado e que o corpo estava no quarto", relatou.
A cena encontrada pelos policiais foi de extrema violência. Jussara estava decapitada e com múltiplas perfurações pelo corpo. O instrumento usado, segundo o suspeito, foi uma faca de cozinha. O sargento, com 20 anos de carreira, afirmou ter ficado chocado: "Foi um crime bárbaro, literalmente de ódio."
O que também impressionou os militares foi o comportamento do suspeito após a prisão. O sargento Wellys afirmou que o jovem não demonstrava nenhum arrependimento. "Ele estava muito tranquilo, muito frio. É raro deparar um filho que mata a mãe da forma que matou, decapitando e tal, e a maneira de ele estar frio, cantando até dentro da viatura, sorrindo nas fotos", relatou o policial. "É macabro, é estranho", completou.
Uma vizinha havia relatado à PM ter ouvido a vítima implorar ao filho momentos antes de morrer: "Não faz isso, filho, eu te amo." Familiares e vizinhos relataram que o suspeito tem histórico de esquizofrenia e teria adoecido após um período morando em Portugal com o pai. Há cerca de seis meses ele havia retornado ao Brasil. Dias antes do crime, o jovem já havia dado sinais de perigo: revirou o apartamento e trancou a mãe do lado de fora numa noite fria. O irmão de Jussara tentou acionar a polícia na ocasião, mas foi impedido pela própria vítima, que queria proteger o filho.
O suspeito foi encaminhado ao Hospital Odilon Behrens após a prisão. A Polícia Civil informou que as circunstâncias do crime seguem sendo investigadas.
Chico Sabe Tudo

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