Tiago Sóstenes é acusado de circular sem algemas em hospital e usar celular enquanto estava sob custódia em Sergipe/Reprodução
O Ministério Público de Sergipe abriu uma investigação para apurar denúncias de que o policial penal Tiago Sóstenes, ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, estaria recebendo privilégios indevidos na prisão. Ele é o principal suspeito de assassinar a namorada, Flávia Barros dos Santos, em um hotel em Aracaju.
As suspeitas apontam que, durante o período em que ficou internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), o acusado circulava livremente pelos corredores sem o uso de algemas. Além disso, há indícios de que ele recebia visitas sem qualquer autorização da Justiça e tinha acesso a um aparelho celular.
O Ministério Público questiona por que o Judiciário não foi avisado sobre a transferência do preso para a unidade de saúde. Para esclarecer os fatos, as promotoras do caso solicitaram as imagens das câmeras de segurança do hospital e cobraram explicações detalhadas da unidade prisional responsável pela guarda de Tiago.
O crime aconteceu em março deste ano. Segundo as investigações da polícia, o ex-diretor teria atirado contra a empresária e, logo em seguida, tentado tirar a própria vida. Ele foi socorrido e passou por internações antes de ser levado para um presídio militar, retornando ao hospital em abril.
A Secretaria de Saúde de Sergipe informou que a função do hospital é apenas oferecer o atendimento médico, e que a responsabilidade de vigiar o preso é dos órgãos de segurança. Até o momento, a Polícia Militar não se manifestou sobre as falhas na escolta, e a defesa do acusado não foi encontrada.
As promotoras Luciana Duarte e Cláudia Daniela Franco afirmaram que só vão dar novos detalhes após a conclusão das diligências solicitadas. O caso segue sob forte acompanhamento em Paulo Afonso, onde Tiago Sóstenes exercia cargo de confiança no sistema prisional.
Chico Sabe Tudo

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